O mundo, de repente...

O mundo, de repente...

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Bariloche



Essa foi a segunda cidade na Argentina que pude conhecer. Ela me trouxe recordações maravilhosas em todos os sentidos - até no alfajor que, diga-se de passagem, foi o melhor da minha vida (chupa Havanna!). 

Bariloche reflete tudo aquilo que geralmente as pessoas falam: sair da capital é a melhor foma de conhecer o povo daquele país. Que lugar maravilhoso, cheio de paisagens deslumbrantes e cheio de pessoas ótimas. Preciso dizer que Bariloche é um passeio obrigatório? 

A neve começa a cair em julho e nessa época de alta temporada a cidade fica inchada de argentinos e brasileiros. Não sei se vale muito a pena escolher esse mês porque só de imaginar aqueles lugares lotados já desanima. Vá na baixa temporada em agosto assim como eu fiz. 

Os voos de Brasília geralmente fazem uma escala em Buenos Aires para imigração. Na hora de comprar, se atente para o fato de que existem dois aeroportos, o Ezeiza (o principal e mais longe da cidade) e o Aeroparque (fica dentro de Buenos Aires). Alguns voos exigem um deslocamento entre esses aeroportos e, se for o caso, é de extrema necessidade considerar um bom tempo para esse deslocamento no intervalo entre as conexões. 

Eu considero que ficar entre 7 e 10 dias seja o ideal para essa viagem porque vai dar pra curtir umas comprinhas, fazer passeios e se jogar nos esportes. Ficar muito tempo em lugar muito frio dá uma cansada porque vestir muita roupa todos os dias passa a ser um incômodo. 

Nos hospedamos no hotel Villa Huinid, mais especificamente nas cabanas. Eu não me lembro de ter ficado num lugar tão sensacional como esse. Uma cabana linda com lareira e uma vista espetacular da Cordilheira dos Andes (toda nevadinha) e do lago Nahuel Huapi. O hotel tem outras acomodações tipo apartamento que também considero boas opções, mas as cabanas são impagáveis.

Assim que chegar na cidade pegue um táxi para rua principal da cidade e desça no Centro Cívico, uma praça linda e ponto de partida para rua de compras, Av. Mitre. De um lado e do outro estão várias lojas de souvenirs, roupas, artigos típicos, restaurantes, bares e chocolaterias. Se você der sorte, ainda vai conseguir caminhar sob uma "chuvinha" de neve na cabeça. Vá caminhando e na segunda quadra, na rua à direita, vai estar um dos melhores restaurantes que almoçamos, o El Boliche de Alberto (de carnes) - não deixe de pedir uma carne que se chama "entranha". Seguindo na Av. Mitre, na terceira quadra estará a Rapa Nui, minha dica de chocolateria por preço e qualidade dos doces. 

Para os passeios e aventuras nas montanhas é preciso alugar as roupas específicas para neve. Não faça as locações do Brasil, deixe para fazer no primeiro dia porque é importante conferir a qualidade das roupas ao vivo e escolher o local que mais te agrada. É muito fácil achar lojas específicas para isso ali nos arredores da Av. Mitre. 

Fechamos todos os passeios na agência de turismo ZigZag Travel (se você disser que é indicação da minha sogra Paula Novas ainda é capaz de ganhar um desconto). Fizemos o câmbio de reais por pesos nas lojas comuns, na própria Rapa Nui é possível fazer a conversão. 

Em Bariloche é assim: todo dia um passeio e novas emoções. Os passeios que fizemos foram: 

Cerro Otto e Restaurante Giratório: foi nosso primeiro contato com a neve e já pôde nos oferecer também a primeira experiência no esquibunda. Depois de rolar na neve e passar um frio básico do lado de fora, é só entrar e curtir a vista do restaurante giratório.

Laguna Congelada: esse foi um trecking por uma trilha numa floresta totalmente congelada. Ficamos num abrigo estilo "iglu inflável" para guardar os pertences e depois almoçarmos. Eu não consigo nem descrever como era a paisagem, só posso adiantar que é muito linda. O objetivo do passeio é chegar até uma lagoa congelada, mas a lagoa em si não é muito diferente do que fomos vendo pelo caminho. O mais divertido com certeza foi o trajeto, poder caminhar e se deparar com a neve caindo é inexplicável. Apenas nessa floresta pudemos observar que os flocos de neve que caiam tinham aquele tradicional formato de estrela. Foi sensacional até porque foi nesse passeio que conhecemos o melhor alfajor do mundo feito de forma caseira pelo motorista da excursão. Não titubeamos e pegamos o contato dele para fazer caixas e caixas de encomenda.

El Refugio: essa é a experiência de curtir um jantar numa cabaninha no alto de uma montanha congelada. O jantar maravilhoso é um foundue de queijo seguido de um foundue de chocolate, regado a vinho. Só é permitida a ingestão de uma garrafa apenas pois a emoção de tudo está na forma de chegar e sair do restaurante. São dez snowmobiles que podemos pilotar seguindo os guias à nossa frente. Não há iluminação (apenas os faróis) mas o visual de tudo ao redor congelado é sensacional. Não tem como beber mais de uma garrafa com essa responsabilidade de pilotar uma moto na neve, certo? Imperdível!

Piedras Blancas: foi nesse dia fizemos 2h de aula de esqui (acho fundamental). Depois tivemos o tempo livre para brincar na pista de iniciantes. Eu gostei muito de esquiar apesar de ter demorado um pouco para perder o medo de não saber parar. Depois subimos pelo teleférico para ter acesso às pistas de esquibunda (era seis delas). Cada uma tinha um formato e dinâmicas diferentes e posso dizer que foi o máximo! A gente descia um atrás do outro na vidalouquisse e a sensação era de estar dentro de uma corrida do Mario Kart.

Cerro Catedral: acho que o cerro catedral é a montanha que mais tem aquela cara de "estação de esqui". Na sua base, tem uma pequena vila completamente nevada e esse clima era uma delícia. Fizemos 2h de aula de snowboard e depois tivemos o dia todo com o equipamento para brincar pelas mil pistas do Cerro Catedral. Eu nunca vi tanta pista, teleférico e pessoas (descendo ao mesmo tempo) juntos! Os restaurantes era uns charmes (até difícil de escolher) e os teleféricos mais gostosos ainda. Adoramos esse dia! Com certeza vale a pena ir pelo o menos umas duas vezes por aquelas bandas. 

Os restaurantes tanto anoite, quanto no almoço costumam ficar cheios e sempre rola uma fila básica na parte de fora (na friaca), então para evitar a espera, é bom dar uma olhada no horário de abertura dos locais. As dicas de restaurantes são: El Boliche do Alberto (cortes argentinos), El Patacon (ambiente lindo e cortes típicos argentinos), El Refugio (indo de snowmobile), La Fonda del Tio (milanesas).

O contato do melhor alfajor do mundo que citei mais em cima é: Alfajores Marcelo (021542944622300). Da próxima vez que eu estiver por lá, este com certeza vai ser o primeiro contato que será estabelecido.



Bariloche - Argentina          Viagem: agosto (2015)

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Balada em Lima, no Peru

Achar uma baladinha em Lima não é nada difícil. Basta se jogar no bairro de Miraflores, ali perto do shopping Larcomar, ou no Barranco, nos arredores da Ponte dos Suspiros e da Praça de Armas do Barranco. 

São várias baladinhas dessas que de vez enquanto trocam de nome e, principalmente, que oferecem vários benefícios para conquistar a galera para zoeira. 

O maior alerta é para o dia da semana que você decide sair pra curtir, apesar de ser capital, Lima não tem festa de domingo a domingo. 

Vou dar duas dicas de lugares que, não fui (porque estavam fechados), mas que me deixaram só na vontade (eram beeem dignos): o Picas (sim, esse é o nome) e o Ayahuasca (show de bola pelo que vi na internet), ambos no Barranco. Gente, sério, não percam essa oportunidade. 

Entramos em várias baladinhas na Passaje Sanchez Carrion, no Barranco, mas só lembro de um dos nomes. Do lado dela, tinham várias outras no mesmo estilo para livre escolha.

Nirvana Bar Fusion (Passage Sanchez Carrion, barranco)



O Nirvana, como as baladinhas que estão na sua vizinhança, é aquele típico bar em que o promoter fica na porta abordando as pessoas. O cara era muito simpático e nos ofereceu entrada grátis para todos e um welcome drink que era um pisco mais pobrinho (nem se compara com os dos restaurantes). O lugar até que era legal e acredito que deve bombar nos fins de semana. Como fomos tipo numa segunda ou terça, tava bem caído apesar de ser um dos poucos que estavam abertos. Bom, fica a dica do lugar e da região que concentra mais uma porrada de baladas que podem ser boas opções. Ah, e logo que viram que tinha brasileiro na área, começaram a tocar uns sertanejos da vida. A noite foi divertida. 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Machu Pichu



Conheci a "Cidade Perdida". Engraçado porque nunca foi meu sonho como é para assustadoramente quase metade da população mundial, inclusive pelas pessoas mais velhas (acho que na juventude deles Machu Pichu foi muito idealizada como o hotspot do verão). Conheci Machu Pichu numa dessas viagens de oportunidade e confesso que gostei bastante. 

Foi muito legal e prazeroso. E fico muito feliz em contar da viagem e ter certeza absoluta de que quem a almeja vai amar cada detalhe, sem dúvida nenhuma. Essa sensação é muito boa!

Machu Pichu é chamada de "cidade perdida" porque foi construída em cima de uma montanha no Vale Sagrado e os colonizadores espanhóis jamais imaginaram que haveria uma cidade nessa localização. O maior reflexo disso é que ela não foi destruída por eles e se conservou tal como os Incas deixaram (claro que foi revitalizada). Diferentemente do que dizem por ai, não foi descoberta por um americano e sim por um peruano (que apenas não soube dar a devida publicidade sobre o feito).

Fomos e voltamos de Águas Calientes pela estação de trem de Ollantaytambo porque apesar de estar longe de Cusco tinha preços e horários que mais nos atendiam. Contratamos numa agência de turismo de Cusco uma van para nos levar e deixar na estação. Compramos bilhetes para o trem Vistadome. Foi uma experiência muito legal percorrer esse trajeto em meio às montanhas e o rio Urubamba (o teto é panorâmico). 

O esquema de Machu Pichu é dormir em Águas Calientes para no outro dia subir nos primeiros ônibus (compre o bilhete no dia anterior à ida no postinho de vendas em Águas Calientes). A fila dos ônibus começa a se formar por volta das 3h30min da madruga, e sabe porque vale a pena? Porque saindo cedo é possível assistir o sol nascer sob Machu Pichu. Isso é impagável e vale cada segundo de sono perdido. 

Pois bem, o ônibus te deixa na entrada de Machu Pichu, ali é possível usar o banheiro (1 sole) e guardar volumes. Depois da cancela, não é permitido mais voltar para usar o banheiro ou comprar comida (aliás não pode levar comida, apenas água - lá não tem nenhuma lixeira). Na entrada também existem trocentos guias cadastrados que negociam o valor "da corrida" de acordo com o número de pessoas no grupo. Pague por esse guia, não vá me entrar em Machu Pichu sem ninguém pra te explicar os detalhes porque não vai fazer sentido nenhum. 

Assista o nascer do sol (impossível não se emocionar) e depois faça o passeio guiado pelas ruínas da cidade (corra antes que limitem o tipo de acesso dos turistas). Em relação ao esforço físico, tudo é muito tranquilo tirando aquele cansaço básico dada a altitude (Machu Pichu está numa altitude mais baixa que Cusco). O passeio não demora muito então é possível fazer devagar, com calma, com pausas...na tranquilidade mesmo. Até vimos muita gente mais idosa se divertindo por lá. Não precisa ficar com medo. Quando a gente não conhece acaba lendo os relatos e achando que é uma odisseia chegar a Machu Pichu e não é, o ônibus te deixa e te busca na porta. 

O que na verdade exige esforço físico é optar fazer um passeio conjugado de Machu Pichu e a montanha de Huayna Pichu (essa montanha gigantona no fundo da foto - estilo Pão de Açúcar lá no Rio). Leia mais sobre a subida no Huayna Pichu aqui.

Enfim, como a aventura do passeio começa cedo (lá na fila do ônibus), o fim dele é na metade da tarde. Depois você tem o resto do dia todinho para se empanturrar de comida em Águas Calientes, curtir uma piscininha termal e depois pegar um barzinho com uma musiquinha ao vivo. 

Dormimos mais essa noite em Águas Calientes e fomos embora para Cusco no outro dia de manhã. Deu tudo certo! 



Machu Pichu - Peru        Viagem: maio (2015)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Águas Calientes



Águas Calientes, também conhecida como Machu Pichu Pueblo, é a pequena cidade que se desenvolveu ao redor da linha férrea que traz os visitantes de Machu Pichu. Ela fica exatamente na base da montanha onde está a tão almejada "cidade perdida".

Em muitos lugares eu lia dizendo que não tinha nada para fazer e que era bem monótona. Mas o que encontrei foi uma delicinha de lugar com restaurantes extremamente de bom gosto e com preços muito acessíveis. Eu amei passar a noite lá, me lembrou um pouco aquele clima gostoso de Búzios. Além de ter dado vontade de entrar em todos os restaurantes que tinham as decorações mais fofas do mundo. 

Ficamos no Hotel Inka Wonder que achei honesto. Não era nada demais mas cumpriu sua função. Ficamos apenas duas noites para poder subir até Machu Pichu nos primeiros ônibus e depois na volta descansar do dia cheio de emoções e aventuras. 

Jante no restaurante Índio Feliz - o preço é mais salgado mas vale a pena. Aliás, alguns restaurantes dão descontos para brasileiros por isso é sempre bom perguntar. Quando voltar do passeio a Machu Pichu visite as piscinas de águas termais. Elas ficam num hotel e é super fácil de achar. Acabamos não fazendo porque estava meio frio e por termos visto algumas fotos pouco convidativas das  tais piscinas. 

Eu curti demais Águas Calientes e super indico que todos façam a mesma coisa. 


Águas Calientes - Peru          Viagem: maio (2015)

Vale Sagrado



O Vale Sagrado é uma região onde estão várias cidades em que se encontram as ruínas das construções deixadas pelos Incas. Cusco era a principal cidade, a capital do império Inca, e obviamente também se localiza no Vale Sagrado. 

Para fazer a visita ao Vale basta fechar um pacote com alguma agência de turismo em Cusco (existem milhares pelas ruas). O passeio completo é feito em dois dias, mas geralmente as pessoas fecham apenas o que dura um dia apenas.

É aquele esquemão de excursão turística com trocentas pessoas, um ônibus que recolhe cada um no seu hotel, um almoço típico incluso e um guia. Se você estiver num grupo grande pode fazer como nós fizemos. Éramos seis pessoas e fechamos um passeio numa van com um guia exclusivo. 

Foi ótimo porque ficamos mais à vontade e escolhemos fazer a ordem inversa do passeio para ir contra o fluxo das excursões. Foi muito mais interessante, além de ter um guia e motorista disponíveis para nossas preferências e prioridades. 

Passamos pelas cidades:

Chinchero: Visitamos um circuito sobre coisas típicas, assistimos a uma apresentação de como colorir as lãs de lhama e alpaca, e chegamos numa área de compras que nos estimulou a gastar muito por que as senhorinhas eram muito fofas - no mercado em Cusco achamos coisas iguais e num preço mais barato. Além disso, tiramos algumas fotos (lindas) no sistema de irrigação e construção de casas feitas pelos Incas. 

Cidade de Maras: Nessa cidade estão as salinas que extraem sal do pico das montanhas (muito louco, não?). Decidimos não ir até as salinas, apenas até o centro e a pracinha principal de Maras que é uma micro, super micro cidadela. 

Moray: Acho que Moray é a mais famosa pelas fotos que acabamos vendo por aí. Lá estão os sítios de plantação e irrigação em forma circular também desenvolvidos pelos Incas. O legal é que em cada "andar" ou "degrau" a temperatura variava radicalmente e tornava possível o cultivo de diferentes plantas. É bem bonito e ainda oferece uma vista perfeita da Cordilheira dos Andes com o pico super nevadinho. 

Ollantaytambo: Essa também é uma cidade famosa até porque tem uma estação de trem que leva a Cusco ou a Águas Calientes. Algumas pessoas, inclusive, passam a noite por ali para pegar o trem o mais cedo possível. Lá subimos uma espécie de forte que dá uma visão panorâmica de toda cidade e região. A subida é lenta pela falta de oxigênio, porém vale muito a pena. Na entrada também rola uma feirinha daquelas que todo brasileiro ama perder tempo. 

Pisac: Nosso último ponto foi Pisac. Pegamos o pôr do sol que estava indescritível (mas frio era de morrer porque lá é bem alto). A sorte é que como deixamos por último, estava vazio. 

A dica é fazer o passeio do Vale Sagrado antes de ir a Machu Pichu, essa ordem é fundamental quando se diz respeito à superação das expectativas. Além disso, é um passeio que nos deslocamentos oferece vistas lindíssimas da natureza e explicam porque ele é conhecido como o Vale Sagrado do Peru Encantado.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Balada em Cusco, no Peru

Cusco é uma cidade, dentre todas as outras coisas, muito legal porque reúne muita gente jovem e de todas as partes do mundo (se exagero). São muitos hostel espalhados por toda parte e na mesma proporção as opções de diversão noturna. 

Basicamente fica tudo ali nos arredores da Plaza de Armas e durante a noite você é constantemente abordado por promoters distribuindo pulseiras de acesso liberado. A partir da meia noite os locais já estão cheios, porém, muitos hostels fazem festas (como o nosso: Loki Hostel) e o pessoal só parte para as baladas depois delas.

Pelo o menos no inverno o frio é muito hard, então use taxi para ir e voltar para casa. Na porta das baladas é super fácil pegar um deles (que são bem baratinhos). 

Os preços da balada são bem tranquilos. No hostel um carinha havia me dito que a entrada para brasileiros era free (para homens e mulheres), não posso dizer que em todas são assim, mas realmente nas que fomos deu certo. Dica: na entrada fale português bem alto ou simplesmente diga logo que é do Brasil. 

A balada em Cusco é muito engraça porque é bem animada (e lotada) mas não dá para se jogar muito na pista de dança porque senão rola um afogamento básico. A falta de oxigênio afeta diretamente a performance na night. Movimentos leves sempre serão a melhor opção.

Se você for numa época de calor, tente descobrir festas ao ar livre que na minha opinião devem ser mais suportáveis do que em lugares fechados (é permitido fumar na balada). 


Mama África Club (Portal de Panes, 109, 3° andar, Plaza de Armas)

Mama Africa Club
Essa talvez seja a baladinha mais citada sobre Cusco e está facilmente localizada na Plaza de Armas. Basta chegar na entrada, dizer que é brasileiro e subir sem pagar nada. Lá dentro não é muito grande e fica completamente abarrotado (não tem ar condicionado e é permitido fumar). A música varia entre coisas atuais e coisas muito velhas mas que fizeram sucesso e animam o pessoal. Rolam momentos nostalgia engraçados. A cerveja é dose dupla até as 23h. Foi bem divertido mas não deu para suportar muito o cigarro num local tão fechado e quente (lá fora faltava nevar, e lá dentro muito calor). Rola uma chapelaria para guardar casacos por 1 sole. Não ficamos até altas horas da madruga mas foi divertido enquanto durou. 


Mushroom Lounge Bar (Portal de Panes, 109, 2° andar, Plaza de Armas)

Mushroom Lounge Bar

O nome pode até assustar mas o Mushroom é muito legal e gostoso. Ele está no andar logo abaixo do Mama Africa e a mudança de ambiente é muito radical. Aqui é muito mais confortável e agradável. É um lugar mais para sentar e conversar, jogar uma sinuca e curtir o DJ. A vista é linda para a Praça de Armas e fica cheio de gente jovem e de toda parte do mundo. Também não custou nada para entrar. Eu curti. 


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Cusco



Subimos até Cusco! Primeira informação: é alto! Cusco está alto pra caramba, são 3.400 metros acima do nível do mar. E isso faz toda a diferença. Então é bom ir se preparando para o mal da altitude (ou soroche). Geralmente as pessoas sentem os sintomas de dor de cabeça, tontura, vômito e falta de ar. A maior dica é fazer como nós a adaptação à altitude (leia aqui) ou então separar uns dois dias a mais no roteiro para ficar deitado na cama parado até fazer uma adaptação mínima e conseguir ao menos sair do hotel. É impressionante qualquer esforcinho (tipo levantar o mochilão do chão) dá uma taquicardia louca, era como se tivéssemos corrido uma maratona ao subir dois degraus de escada. Tenso. 

Para ajudar nessa tarefa masque folhas ou tome o chá da coca, compre comprimidos para soroche ou vá até seus limites e compre um balão de oxigênio portátil (como eu fiz e me diverti a beça). Dá comprar tudo na farmácia.  

Voltando à cidade...é linda. O caminho até lá de ônibus também é incrível. Cusco foi a capital do império Inca e está numa região conhecida como Vale Sagrado onde estão várias cidades que foram habitadas também pelos Incas (e que hoje são destinos de passeios turísticos em suas ruínas). 

As vistas são incríveis, principalmente da Plaza de Armas (a principal). As ruas são bem limpinhas e completamente seguras (meio que não existe esse lance de batedores de carteira ou trombadinhas/mendigos nas ruas). 

Nos hospedamos no Loki Cusco Hostel depois de pequisas que sempre falavam muito bem dele e das suas festas/agitação. Apesar dele ficar a uns 10 minutos da Plaza de Armas (e de estar numa ladeira básica), realmente, é bem legal. Super animado, com pessoas bacanas, quartos e camas bons, preços justos e banheiros limpinhos. Super indico. 

Fomos no início do inverno e pegamos um frio maluco em Cusco, acho que essa história da altitude ainda piora a sensação do frio. A dica para sair anoite é ficar por conta dos  milhões de taxis existentes, a corrida dava uns 4 soles do hostel até a Plaza de Armas. Era muito barato e ainda nos poupava da friaca. Não economize nas blusas de frio.

A dica de Cusco é se perder pelas ruas, conhecer as praças e os mercados de artesanato. Fizemos nossas compras no Centro Artesanal de Cusco no final da Av. El Sol. Os preços eram ótimos, não estava lotado e os vendedores sempre cediam às nossas barganhas. Também na Av. El Sol não deixe de ir na La Valeriana Cake Shop, uma cafeteria muito charmosa e agradável.

Fechamos o passeio para o Vale Sagrado numa das várias agências de turismo que estão ali nos arredores da Plaza de Armas. A Núbia fez um curso de culinária de comida peruana numa manhã, fica essa dica. O melhor câmbio foi encontrado também na Plaza de Armas (ou na Av. El Sol) e ali ao lado da Catedral de Cusco está nosso restaurante favorito, o Papachos, que é um espetáculo (de decoração e sabor). Não deixe de ir, please!

Para quem é mais radical ainda rola de pular no maior bungee jump da América do Sul. Pelo que li o visual é incrível (e muita gente no hostel já tinha feito). 

Dicas de balada (que ferve) em Cusco aqui.
Leia mais sobre o Peru aqui. 


Cusco - Peru          Viagem: maio (2015)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Nazca



A cidade de Nazca fica próxima de Ica (fizemos o trajeto de ônibus em cerca de duas horas) e é uma boa opção de parada para quem curte coisas com origem misteriosa, obscura e inexplicável. A maior atração são as famosas Linhas de Nazca, apesar de eu ter achado a cidade também um charme. 

Não ficamos nenhuma noite por lá, chegamos de tarde na rodoviária da Cruz del Sur e nos sentimos verdadeiras celebridades. Tinha uma multidão de pessoas vendendo passeios e sobrevoos pelas linhas, o que acabou sendo um pouco estressante pois os voos tem um horário limite para acontecerem (se não me engano, até às 18h) e chegamos muito perto desse deadline. O resultado foi que não tivemos muita chance de ficar pesquisando entre todas as companhias com a calma pretendida. 

Enfim, o lance é pegar um táxi até o aeroporto de minimotores que fazem os tais passeios. Lá no saguão estão todas as cias aéreas. Todas tem um bom padrão de qualidade e o passeio é levado muito a sério. 

Existem algumas opções de pacotes que variam de acordo com o número de desenhos a serem vistos e o tamanho da aeronave. Algumas comportam tipo umas onze ou doze pessoas, são mais baratas, porém, nem todos os passageiros tem a garantia de ficar nas janelas. Além disso, esses aviões só decolam quando têm suas capacidades completas. O legal é que o piloto passa por cada uma das figuras para que os dois lados do avião consigam vê-los. Eu fiquei bem empolgada por ser a minha primeira vez em um avião tão pequeno.

É possível pagar no cartão de crédito, mas eles cobram uma pequena porcentagem para cobrir os custos do cartão. Nosso passeio custou cem dólares: um avião só com a gente (todos na janela) e os dois pilotos para ver 12 desenhos.

Pessoas com mais de 100kg infelizmente não podem fazer o sobrevoo (pelo o menos no avião de 8 pessoas). Leve bastante saquinhos para vômito e tente não encarar o passeio de barriga cheia. Até eu que me considero forte e sou especialista nos brinquedos padrão Disney/Bush Gardens senti que o voo é bem hard, principalmente nas curvas. Mas vale a pena e é super sobrevivível, até para Núbia que só aguentou os primeiros 3 ou 4 desenhos. De qualquer forma, pense bem se vai ser uma boa ideia para você.  

É uma loucura passar por cima das linhas de Nazca muito porque realmente não existe uma definição de quem as fez, como fez e para qual objetivo. Várias teorias tentam explicar essas questões, algumas se apoiam sobre a adoração do povo Nazca à natureza e aos seus deuses, outras entram na vertente alienígena, mas nada foi comprovado cientificamente. No caminho, ainda no ônibus, é interessante já ir prestando atenção no solo daquela região, é uma espécie de pedra e rochas (e não areia como às vezes aparenta ser) que conservam as marcações. Outra coisa louca é saber que os desenhos foram feitos num traço único, ou seja, é como se não tirássemos o lápis do papel. É bem lindo e mais do que interessante. 

No fim de tudo aproveite para jantar ali nos arredores da Plaza de Armas (a principal), a comida estava bem gostosa e num preço bom. Dali seguimos para a rodoviária para seguirmos rumo a Cusco em um trajeto de 14 horas. 


Nazca - Peru        Viagem: maio (2015)