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Mostrando postagens de Outubro, 2012

Caso: A falta de táxi em Paris

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Da Série Cuidado na Estrada!

Noite de balada em Paris. Na grande expectativa de sempre, nos arrumamos para encarar o friozinho das ruas e pegar o metrô para a boate Favela Chic. Descemos na estação Republique e me lembro, como se fosse ontem, da gente andando pelas ruas próximas à estação em busca da tal Favela (não tínhamos o endereço ao certo). Achamos, entramos, nos divertimos horrores (tenho muita segurança em afirmar isso) e tarde, muito tarde da noite, resolvemos ir embora.
Impressionante como funciona a psicologia dos pés, só porque dissemos as palavras mágicas "Ok, vamos embora!", meus dois pés que circularam, sambaram, levaram pisões, perambularam a noite inteira pelas dependências da casa noturna resolveram entrar no modo "tapete de pregos". Passamos na chapelaria, vestimos nossos casacos e assim que meus pés pisaram na calçada o bicho começou a pegar freneticamente. Eu senti a vibe, mas não quis fazer a linha "princesa" tão rápido. Fomos andan…

A história das touradas

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Um "espetáculo" que mostra a batalha do Homem vs Touro. Ritualiza o domínio de um dos animais símbolo da força, fúria e potência da natureza para mostrar a prepotência do homem sobre os demais. É uma dessas práticas culturais que é muito forte, principalmente na Espanha, mas também acontece no México, Portugal, Colômbia, Peru, França, Venezuela e Guatemala. 
Por espetáculo, cerca de 4 batalhas (4 animais mortos) acontecem numa arena cercada por uma arquibancada eufórica tal como as nossas no futebol. O toureiro fica fazendo suas firulas e cansando o pobre do touro, além de talhar no seu dorso grandes "espetos" de ferro (chamados de bandarilhas). No fim das contas, com o animal já exausto, ele dá o golpe final que consiste em atravessar a espada na cabeça do touro em pontos milimetricamente precisos. O toureiro que o faz com maior empenho, é que possui maior prestígio. 
Depois de explicar mais ou menos como funciona a dinâmica do "espetáculo", posso reafi…

Quanto levar de dinheiro: o mistério dos dólares voadores

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Há algum tempo venho prestando atenção num fato que tem se repetido muitas vezes comigo e com pessoas próximas quando se trata de viagens aos Estados Unidos e o usufruto do dólar. Está quase virando mais uma de minhas teorias o fato de que no planejamento da viagem a quantia programada de dólares a ser levada (seja ela qual for), como que num passe de mágica, depois do desembarque no aeroporto americano (seja ele qual for), é reduzida em valor quase que pela metade. 
Se você sai do Brasil com U$ 2.000, assim que passa pela imigração olha na carteira e estranhamente só vê U$ 1.000 ou menos. Vou explicar, esse é o caso clássico do psicológico (ou do capitalismo ultra selvagem) se manisfestando na vida prática. É engraçado, mas dinheiro nunca é suficiente na terra do Tio Sam. Quando um amigo em vésperas de viagem me pergunta quanto deve levar, eu já desisti de fazer o velho cálculo dos dias vs grana. Não bate, simplesmente não dá!
Em qualquer viagem "normal" eu sempre usei a fórm…

Como funciona o Tax Free?

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Como todo o resto da viagem, o Tax Free foi uma surpresa para mim e acho válido descrever um pouco dessa experiência tão útil em viagens internacionais. Ainda no Brasil, algumas pessoas me alertaram sobre esse beneficio e como isso significava Dilmas ($$) a menos no meu budget da viagem, resolvi pesquisar.
Em suma, o turista que faz compras em certos países tem direito a receber de volta o valor do imposto (VAT) embutido na mercadoria. Na teoria, isso é lindo, mas na prática dá um pouco de trabalho. É preciso juntar as notas fiscais das lojas que operam o Tax Free (geralmente as grandes de departamento) para depois conseguir o reembolso das taxas. 
O problema é que a maioria das lojas só emite o formulário para o desconto acima de um determinado valor. Por exemplo, somente a(o) “bem nascida(o)” que adquirisse no mínimo €100 na loja Sephora teria direito à restituição. Porém, na meca do consumo espanhol, El Corte Inglés, não havia exigência do tal valor mínimo, e foi lá onde enfiei os…

Balada em Madri, na Espanha

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Bem que meu amigo disse que a vida noturna de Madri é mais movimentada que a diurna. É a maior verdade! Por volta das 23h o vai e vem de gente na Granvia nos dá a sensação de que ainda são 19h tranquilamente. Várias vezes batia um sono, eu olhava para o lado e as ruas estavam fervendo de gente à pleno vapor, logo o sono ia embora. Entretenimento noturno garantido de segunda a segunda!
Pois bem, saia de casa/hotel por volta das 23h, vá jantar, lanchar ou fazer um "esquenta" e só depois, por volta das 2h da manhã saia para a balada. Sim, é o mesmo esquema de várias outras cidades europeias. Nenhuma novidade no quesito "hora", até me arrisco a dizer que é uma das noites que começam mais tarde. Vá na Cervecería 100 Montaditos que é bem típica e barata, tem uma na Plaza Mayor. 
Perambule de metrô (ele fecha às 2h), é tranquilo e na volta eu sempre indico o táxi. As melhores baladas estão todas próximas do centro, logo a corrida é bem baratinha. Como era verão, e nós ap…

Madri, na Espanha

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Eu estava bem curiosa para conhecer Madri, a capital da Espanha e tão significativa mundialmente quanto Barcelona, a capital da Catalunya. Madri tem mais o “jeitão” de capital, mais órgãos do governo obviamente e uma sensação de amplitude de espaço muito grande. O clima também é mega diferente, enquanto em uma  tem todo aquele clima "leve" praiano, na outra, além da carga política tradicional, existe uma radical mudança climática. Muito pelo posicionamento geográfico de Madri, que está mais ou menos no meio da Espanha, ou seja, longe do mar, ou seja, na secura master. Provavelmente por isso me lembrei muito de Brasília, apesar dela ser muitas vezes maior que o nosso quadradinho distrito federalense.
Fazendo um resumão – talvez injusto – Madri é a soma de órgãos governamentais, mais os grandes museus da Europa, junto com alguns parques, com o estádio de futebol, acrescida de touradas e de uma badalada vida noturna.
Em Barcelona e em várias partes de Madri pudemos ver reflexos…