Montevidéu, no Uruguai

Vista da Ciudad Vieja

Cheguei em Montevidéu com uma visão muito limitada, de que era uma cidade "rasa" e sem grandes promessas, mas confesso que gostei bastante de tudo e apesar de realmente não ser um destino que demanda muitos dias no mochilão (além do quesito grana), eu gostei bastante da cidade, do clima de verão e das pessoas, principalmente das pessoas. 

Montevidéu está la nas margens do Rio de la Plata, entre Colônia del Sacramento (cidade de ligação com Buenos Aires via marítima) e Punta del Este (point da burguesia). Na maioria do ano faz muito frio, mas no verão o calor bota pra ferver, literalmente. 

O país é caro em geral, até no supermercado. Então a dica é se planejar para não chegar lá e levar um susto, além de ficar racionando e entrar no modo conversor de moeda o tempo inteiro. Isso é chato para todo mundo, inclusive pra você que não vai se divertir. 

Como eu disse, a rotina de viagem na capital é bem relax, não precisa de muita correria e exasperação. O que é muito bom, pois dá para conviver e se relacionar mais com a galera do hostel e "sentir" mais a cidade em si. Andamos basicamente de omnibus (tem para todo lado e o tempo inteiro) e táxis (na volta da balada). 

O plano a seguir é dividido basicamente em visitas aos principais bairros que são: Ciudad Vieja, Centro, Pocitos, Parque Battle e Carrasco (me perdoem pelos que deixei de fora, mas vou me basear pelo que vi e fiz). Um bom lugar para se hospedar é no Centro ou em Pocitos. Nós ficamos no Hostel El Viajero Downtown, que ficava no centro a duas quadras da Av. 18 de Julio que é a principal, também fica muito perto da Plaza Cagancha (que apesar do nome que me fazia rir toda vez que eu tinha que falar, é bem bonitinha). No domingo fomos na Feirinha da Calle Dr. Tristan Narvaja que corta a 18 de Julio, e comemos um Pancho c/ Panceta-muzza (que era uma espécie de cachorro quente com bacon e mussarela), muito bom! Na 18 de Julio no meio do vai-e-vem de gente está perdida a Fuente de los Candados, uma fonte pequena em que os casais colocam os cadeados (com os nomes escritos neles) para "trancar" o amor, apenas vi a fonte quando passei de carro.  

Começamos a andança pegando a Av. 18 de Julio em direção a Ciudad Vieja. Ela começa na Plaza Independecia onde tem a Puerta de la Ciudadela (o arco de entrada na cidade velha) e também o Teatro Sólis que tem visita guiada até em português. Inventei de tomar o café da manhã na La Passiva e paguei meio caro demais por um suco de laranja e um misto quente (quase R$ 30). Rodamos bastante ali pelas ruelas da Cidade Velha, passando pela Plaza Constituición (muito gostosa pra sentar em algum dos barzinhos ou restaurantes) e Plaza Zabala. Lá também está o Museo del Carnaval (eles tem 40 dias de carnaval), mas não entramos. O mais legal sem dúvidas é o Mercado del Puerto que é totalmente diferente dos mercados que entramos por aí. É todo arrumadinho, cheio de restaurantes que você não sabe em qual comer o Assado. Escolhemos um deles por conta do ambiente reservado com ar condicionado e pagamos uma grana padrão Fifa/Uruguai no Assado (cerca de R$ 200, sendo R$ 33 só nas 3 garrafas de Coca Cola ousadamente bebidas). Mas valeu a pena, realmente é uma comida muito diferenciada. 

Pegamos ônibus e fomos para o Parque Battle, bairro onde além do parque existe um complexo esportivo com velódromo, pista de atletismo e o Estádio Centenário (baratinho pra visitar e bem simplesinho, mas que foi palco da primeira copa do mundo da FIFA e teve o Uruguai como campeão). Anoite ainda tinha a Expo del Parque Batlle com muitas barracas de comida, artesanato e roupas em geral, tudo ao ar livre. Na Bv. Gral Artigas está o monumento Obelisco a los Constituyentes.

Perto do Parque Battle está o bairro de Pocitos que me pareceu ser bem classe média/alta, e que concentra uma série de bares e baladinhas bem badalados. Lá está o Montevideo Shopping, não hesitamos em entrar no Supermercado Ta-Ta (que fase!), provar o refresco de Pomelo e almoçar o Chivito. Também era possível comprar no banco os ingressos para as festas de Punta (inclusive as de ano novo).

Andando do shopping pegamos a Av. Dr Luis A. de Herrera em direção à praia (seis quadras). Chegamos ao Museo Naval e paramos um pouco no restaurante El Italiano para uma saladinha de frutas e um caso hilário da minha querida amiga Nono (que é assunto para outro post se ele me permitir). Seguimos caminhando para a Playa de los Pocitos, mas antes tiramos fotos no letreiro gigante de Montevidéu, no estilo do letreio de Amsterdam. A Nono torrou na praia muito tempo e, enquanto isso, fiquei na água em banho-maria. Eu adorei a praia do Rio de la Plata, apesar de não ser a praia mais bonita do mundo, a areia é bem fininha e gostosa, e a temperatura e agitação da água são perfeitas. Foi uma super surpresa essa praia boa já que eu só estava esperando as águas congelantes do Atlântico sul. Depois fomos também na Playa Buceo, que estava ótima por sinal. Nos dias de semana a praia era mais vazia, nos fins de semana, lotava.

Ainda deu tempo de pegar o nascer do sol no Farol de Punta Carretas que foi inesquecível. Ali por perto apenas passamos na frente do discreto e quase imperceptível Castelo Pittamiglio. Que eu me lembre, só não conseguimos ir até o Mercado Agrícola de Montevideo que também tem vários restaurantes, lojas e até agências de turismo.

A vida noturna é bem bacana e divertida, leia mais aqui

Ficamos cinco dias em Montevidéu e deu para fazer um bate-e-volta em Colônia del Sacramento e ainda teria dado para passar um dia e uma balada noite em Buenos Aires. Para ambas as viagens é só ir até o Terminal de ônibus Tres Cruces (ônibus C1) e pesquisar as passagens entre as trocentas empresas de transporte.

Não deixe de comer o chivito (espécie de x-tudo enorme e vem acompanhado por uma montanha de batata frita), os panchos (espécie de hotdog) e o Gramajo (espécie de tira-gosto feito com batata frita, pimentão, ovos e cebola e que geralmente não está nos cardápios); beba o refresco de pomelo, as cervejas Pilsen e Patrícia, e algum vinho da uva Tannat, o Clericó (uma bebida mais popular em Punta del Este) e o Medio y Medio (uma mistura de espumante com vinho); experimente o McFlury de Alfajor, compre muitos Alfajores e doce de leite (que é divino). Eles também tomam muito mate, se você for uma "pessoa-mate" aproveite!

Fui, me surpreendi e aprovei. Valeu Montevidéu!


Montevidéu - Uruguai     Viagem: 2013 (dezembro).

Comentários

  1. Fiquei preocupado com a questão dos preços...

    Estou indo em Abril. Será que esses lance de preços altos é só na alta temporada?

    ResponderExcluir
  2. Halysson confesso que não sei te responder isso, eu tenho a impressão de que os preços altos independem de alta temporada pois como constatei os preços estavam assim até nos supermercados. Mas vale uma pesquisa mais específica e mesmo assim o Uruguai vale o e$forço!

    Boa viagem

    ResponderExcluir
  3. Olha, eu voltei de lá em novembro e os preços estavam ótimos (ainda mais para nós que vamos do Brasil, já que os pesos uruguayos são desvalorizados em relação à nossa moeda). Talvez você tenha dado azar com a rede de mercados, ou o bairro em que ficou era mais caro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Isso sim é uma ótima notícia! Obrigada pelo comentário.
      Bjs

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Zoo Luján de Buenos Aires: a pior coisa para se fazer na vida

Balada em Punta del Este, no Uruguai

Balada em Cartagena de Índias, na Colômbia