Nazca, no Peru



A cidade de Nazca fica próxima de Ica (fizemos o trajeto de ônibus em cerca de duas horas) e é uma boa opção de parada para quem curte coisas com origem misteriosa, obscura e inexplicável. A maior atração são as famosas Linhas de Nazca, apesar de eu ter achado a cidade também um charme. 

Não ficamos nenhuma noite por lá, chegamos de tarde na rodoviária da Cruz del Sur e nos sentimos verdadeiras celebridades. Tinha uma multidão de pessoas vendendo passeios e sobrevoos pelas linhas, o que acabou sendo um pouco estressante pois os voos tem um horário limite para acontecerem (se não me engano, até às 18h) e chegamos muito perto desse deadline. O resultado foi que não tivemos muita chance de ficar pesquisando entre todas as companhias com a calma pretendida. 

Enfim, o lance é pegar um táxi até o aeroporto de minimotores que fazem os tais passeios. Lá no saguão estão todas as cias aéreas. Todas tem um bom padrão de qualidade e o passeio é levado muito a sério. 

Existem algumas opções de pacotes que variam de acordo com o número de desenhos a serem vistos e o tamanho da aeronave. Algumas comportam tipo umas onze ou doze pessoas, são mais baratas, porém, nem todos os passageiros tem a garantia de ficar nas janelas. Além disso, esses aviões só decolam quando têm suas capacidades completas. O legal é que o piloto passa por cada uma das figuras para que os dois lados do avião consigam vê-los. Eu fiquei bem empolgada por ser a minha primeira vez em um avião tão pequeno.

É possível pagar no cartão de crédito, mas eles cobram uma pequena porcentagem para cobrir os custos do cartão. Nosso passeio custou cem dólares: um avião só com a gente (todos na janela) e os dois pilotos para ver 12 desenhos.

Pessoas com mais de 100kg infelizmente não podem fazer o sobrevoo (pelo o menos no avião de 8 pessoas). Leve bastante saquinhos para vômito e tente não encarar o passeio de barriga cheia. Até eu que me considero forte e sou especialista nos brinquedos padrão Disney/Bush Gardens senti que o voo é bem hard, principalmente nas curvas. Mas vale a pena e é super sobrevivível, até para Núbia que só aguentou os primeiros 3 ou 4 desenhos. De qualquer forma, pense bem se vai ser uma boa ideia para você.  

É uma loucura passar por cima das linhas de Nazca muito porque realmente não existe uma definição de quem as fez, como fez e para qual objetivo. Várias teorias tentam explicar essas questões, algumas se apoiam sobre a adoração do povo Nazca à natureza e aos seus deuses, outras entram na vertente alienígena, mas nada foi comprovado cientificamente. No caminho, ainda no ônibus, é interessante já ir prestando atenção no solo daquela região, é uma espécie de pedra e rochas (e não areia como às vezes aparenta ser) que conservam as marcações. Outra coisa louca é saber que os desenhos foram feitos num traço único, ou seja, é como se não tirássemos o lápis do papel. É bem lindo e mais do que interessante. 

No fim de tudo aproveite para jantar ali nos arredores da Plaza de Armas (a principal), a comida estava bem gostosa e num preço bom. Dali seguimos para a rodoviária para seguirmos rumo a Cusco em um trajeto de 14 horas. 


Nazca - Peru        Viagem: maio (2015)

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