Viajando de ônibus no Peru


Pode parecer um programa de índio (e meio que é) mas incluir trajetos de ônibus no seu roteiro é a única solução disponível para conhecer o Peru de verdade. A não ser que você encare numa boa pedir carona na estrada...

Não tem opções de trens e nem de aéreo em alguns dos trechos que mais agradaram a todos em nossa viagem. Então o jeito é respirar fundo e entrar nessa onda. Mas não se preocupe, pois as notícias são boas. 

Pesquisamos muito se era seguro e confiável zanzar o Peru adentro pelas estradas (pelo o menos no Brasil não é muito legal porque além de desconfortável, pode ser perigoso). Acho que em razão de não disponibilizarem outras alternativas, investiram bastante nas estradas (são todas com pedágio e muito bem cuidadas) e nas companhias de transporte. Há uma boa estrutura de ônibus e rodoviárias. 

O desafio do roteiro do Peru é realizar os trechos viários. Fizemos três trechos nos ônibus da Cruz del Sur (compramos tudo com antecedência pelo site) numa escala variável de dificuldade:  Lima - Ica (4 horas), Ica - Nazca (2 horas) e Nazca - Cusco (14 horas).

De longe, nosso medo estava centrado no trecho de 14 horas. Para facilitar o entendimento, vou me debruçar sobre as principais perguntas sobre a odisseia:

1. Para embarcar é só imprimir o comprovante no site? 
Resposta: Não, troque todos os comprovantes pelas passagens em qualquer rodoviária ou loja da Cruz del Sur. 
2. A estrada é perigosa?
Resposta: Não, não era. Não tivemos nenhum momento de insegurança por assaltos e nem por má qualidade de asfalto (como eu disse, todas as estradas por que passamos estavam sob a administração privada). 
3. Ficar tanto tempo num ônibus nos mata de tédio e desconforto? 
Resposta: Pegamos a "primeira classe" do ônibus que amenizou o desconforto (a dica é pegar as poltronas da frente para fugir um pouco do barulho do motor) e, além disso, foi uma corrida noturna que facilitou bastante a passagem do tempo. 
4. O ônibus vai atrasar meu roteiro?
Resposta: Errado. Todos os ônibus tanto zarparam quando chegaram no horário marcado. Eram extremamente pontuais. 
5. O ônibus faz muitas paradas? 
Resposta: Não. Não fez nenhuminha para traumatizar a gente com um provável banheiro de rodoviária digno de interior do país. 
6. Servem uma comida gostosa?
Resposta: Gostosa é uma qualidade muito relativa. Mas para quem tá com fome e não comprou suprimentos no mercado dá pra encarar. 
7. Posso enjoar nessa viagem?
Resposta: Pode sim. Na viagem até Cusco (que é subindo a serra) dois fatores vão atuar diretamente nesse quesito: 1- a estrada é muito cheia de curvas e 2- quanto mais alto, mais a gente vai sentindo os efeitos da falta de oxigênio. Tome um Dramin velho e bom de guerra que ficará tudo na paz. 


PULO do GATO
Sem dúvidas nossa maior sacada foi ir até Cusco nesse trajeto de 14 horas. Dessa maneira, fomos lentamente fazendo a adaptação aos 3.400 metros de altitude em que Cusco se encontra. Foi muito importante para qualidade da viagem já que realmente o "soroche" ou "mal da altitude" faz muitas vitimas desavisadas. Nos livramos de lidar com vários dos efeitos comuns como a tontura, dor de cabeça, vômito e etc. Tivemos apenas que lidar com a falta de oxigênio que não tinha como remediar (só comprando as cápsulas de oxigênio em aerosol como eu fiz ou mascando/tomando o chá da coca). Fica a dica de ouro!

Leia mais sobre o Peru aqui.
Leia sobre Lima aqui
Leia sobre Ica - Hauachina aqui
Leia sobre Nazca aqui.



Comentários

  1. Muito bom... Coco? Não tinha? Piada interna.

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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